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terça-feira, 5 de abril de 2011

ZIGGYBOX: SINTETIZADOR MUSICAL PARA FUMANTES

Desenvolvido por Christian Losert e Paul Schengber, o Ziggybox é um sintetizador bem diferente do usual. À primeira vista, o aparelho parece um cinzeiro convencional, encontrado na casa de qualquer fumante - o que entrega sua característica musical é a saída para conectá-lo ao computador.
Ao colocar um cigarro em cima do aparelho, ele passa a gerar um ritmo constante que pode ser aproveitado pelo usuário na criação de novas faixas. Além disso, abrir e fechar as caixas vazias acopladas à sua superfície ativa novos efeitos. Como complemento, uma válvula lateral ajuda a modular o som resultante.
O Ziggybox usa uma combinação de C++ e Open Frameworks como plataforma básica, e os sintetizadores são acionados a partir de sensores de luz acoplados aos cinzeiros. Dependendo do ângulo em que um cigarro é colocado no aparelho, diferentes sons são executados, com a possibilidade de usar vários objetos de forma simultânea.
O objetivo do projeto é permitir que os usuários acessem e controlem facilmente um ambiente digital complexo que não é compreendido pelas pessoas em geral. Segundo os desenvolvedores, a intenção é mostrar que existem outras formas alternativas de usar computadores – para isso, apostam em interfaces pouco convencionais, mas que se mostram mais intuitivas do que os sistemas tradicionais.

iPHONE Dev-Team LIBERA FERRAMENTAS JAILBREAK PARA ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO DO iOS

O grupo iPhone Dev-Team já é conhecido por usuários de iPhones, iPods Touch e iPads, pois há algum tempo trabalha com o desbloqueio do iOS, sistema operacional presente nos dispositivos. Na madrugada desta terça-feira, os membros dessa equipe divulgaram versões atualizadas das ferramentas PwnageTool e redsn0w para jailbreak untethered.
As novas ferramentas são compatíveis com os seguintes aparelhos:

• iPhone 3GS
• iPhone 4 (GSM)
• iPod Touch 3g
• iPod Touch 4g
• iPad
• Apple TV 2G (apenas PwnageTool)

Usuários que desbloquearam o iPhone com o ultrasn0w deverão esperar um pouco mais, pois este ainda não foi atualizado. As novas ferramentas do pessoal do Dev-Team ganharam um reforço de segurança bastante significativo, obra do pesquisador em segurança alemão Stefan Esser. Assim, mesmo desbloqueado, o aparelho continua tão seguro quanto antes, exposto apenas a falhas presentes no próprio iOS.
Mais informações sobre o desbloqueio do iOS 4.3.1 são encontradas no blog oficial do iPhone Dev-Team.

Kinect É USADO PARA VIDEOCONFERÊNCIA

Se há uma falha nos comunicadores instantâneos da atualidade, essa é a chamada de vídeo. Por mais que o Skype se mostre bastante potente nesse aspecto, muita gente ainda tem o que reclamar dessa funcionalidade nos principais aplicativos do gênero. O resultado é que, também por isso, as conversas pela web se desenrolam, basicamente, via texto ou, no máximo, por voz.
O panorama atual pode não ser dos melhores, mas o Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Estados Unidos, colocou uma nova ferramenta a favor das videoconferências: o Kinect. O aparelho que permite ao Xbox 360 reconhecer movimentos dos jogadores, dispensando o uso dos joysticks convencionais, foi usado como uma webcam poderosa.
A capacidade do Kinect de reconhecer profundidade do espaço e também o corpo humano foi empregada no “Kinected Conference”, um experimento que mostrou como a nova tecnologia do mundo dos games pode contribuir bastante com a transmissão de vídeo ao vivo pela web.
O vídeo no topo desta notícia mostra um ambiente todo borrado, porém, a única parte nítida do cenário é o rosto do falante. Ou seja, o equipamento ajuda você a perceber quem fala, marcando inclusive um cronômetro com o tempo de discurso de cada falante, algo que pode ser de grande utilidade para reuniões realizadas via videoconferência, por exemplo.
Outro recurso trabalhado pelo MIT Media Lab foi o de congelamento da imagem. Você pode “travar” a exibição, deixando que sua imagem continue sendo vista, e então se mover pelo ambiente. A demonstração exibe ainda uma função de privacidade, na qual o usuário define quais áreas do quadro podem ou não ser vistas.
A última ferramenta demonstrada nos quase três minutos de vídeo trabalha com a capacidade do Kinect de reconhecer a profundidade do ambiente filmado. Dessa forma, seria possível, por exemplo, medir a distância entre dois objetos diretamente na tela, sem a necessidade de nenhum equipamento auxiliar.
Maiores informações você encontra na página oficial do Kinected Conference.

ESTUDO REVELA QUE MAIORIA DOS BRASILEIROS NAVEGA A MENOS 2 Mbps



Que, no geral, a banda larga no Brasil não é uma maravilha (nem em termos de velocidade, nem em qualidade) todos já sabiam. Mas um estudo divulgado pelo grupo Nielsen mostra que a situação por aqui é ainda mais desoladora. Em resumo, ele relatou que a grande maioria dos internautas brasileiros navega a menos de 2 Mbps.
Para facilitar a exemplificação dos dados brasileiros do gráfico acima, suponhamos que no Brasil existam somente 100 internautas: 31 deles navegam a menos de 512 Kb, 48 acessam páginas da web a uma velocidade entre 512 Kb e 2 Mb, 15 têm conexão entre 2 Mb e 8 Mb e apenas 6 se conectam à rede mundial de computadores com velocidade acima de 8 Mb.
Traduzindo um pouco mais, a grande maioria dos brasileiros que acessam a internet (79%), o fazem sob uma velocidade média ou baixa. São poucos (21%) os que navegam a uma velocidade rápida ou super-rápida. Vê-se que, apesar de medidas do Governo Federal para universalizar a banda larga no Brasil, as altas velocidades ainda são caras e estão distantes de grande parte do povo brasileiro.
Se analisando somente o caso do Brasil, a realidade da banda larga se mostra complicada. Quando comparamos o nosso desempenho com o dos outros países pesquisados, a situação fica ainda pior. Suíça, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Reino Unido, França, Espanha e Itália apresentam um quadro geral de banda larga de dar inveja.
Fazendo uma média geral entre esses países, os usuários que acessam a internet a menos de 512 Kb são apenas 5,5% (contra 31% do Brasil). Outros 23% se conectam com velocidade entre 512 Kb e 2 Mb (no Brasil essa faixa corresponde a 48% dos acesso).
Mais da metade dos internautas de todos esses países (50,5%) navegam pela web com velocidades entre 2 Mb e 8 Mb (no Brasil são apenas 15% dos internautas que navegam nessa faixa de velocidade). Por fim, outros 21% dos que usam a internet nesses sete países o fazem sob velocidade acima de 8 Mb (contra apenas 6% no Brasil).

Brasileiro, apesar das menores velocidades, passa mais tempo conectado
O estudo, feito em conexões domésticas no mês de fevereiro de 2011, observou ainda que quanto menor a velocidade de conexão, maior o tempo gasto na web, como mostra o gráfico acima. O Brasil, mesmo com as piores velocidades, é o país que passa mais tempo online dentre os pesquisados, uma média de 30 horas/mês.
Isso significa 13 horas a mais que a Suíça, campeã do ranking com maior número de internautas acessando a web a uma velocidade rápida ou super-rápida.

domingo, 3 de abril de 2011

DIVULGADAS PRIMEIRAS IMAGENS DA CÂMERA PENTAX NC MIRRORLESS

O lançamento oficial da Pentax NC deve ocorrer entre os meses de maio e junho de 2011, porém, o pessoal do site MirrorlessRumors.com colocou as mãos nas primeiras imagens do novo aparelho. As câmeras “mirrorless” (também chamads de EVIL) estão em um grau intermediário entre as compactas e as dSLR.
A Pentax NC tem sensor de 1/2,33 polegada de tamanho, fotografa imagens de até 14 megapixels e grava vídeos em alta definição no formato H.264. O par de lentes que acompanha a câmera é composto por uma lente primária de 8.5mm f/1.9 e outra de zoom de 5-15mm f/2.8-4.5.
O tamanho da nova câmera ainda não foi divulgado, porém, rumores dão conta de que ela é pequena quase como é vista na imagem. Outros boatos afirmam que a Pentax NC terá um sensor mirrorless APS-C que vai trabalhar com lentes K-mount.

ARRANHA-CÉU ONDULADO SEUL

É comum ver edifícios com visual estonteante em concursos de design, pois a imaginação é o limite daqueles que criam projetos de conceito. Mas esse não é o caso da GT Tower East, uma imponente torre localizada na cidade de Seul, capital da Coreia do Sul. O arranha-céu tem 130 metros de altura e todas as suas salas somam 54 mil metros quadrados de área utilizável.
Apesar de valores que chamam a atenção, o principal atrativo deste edifício não é seu tamanho ou altura, mas sim seu visual. O prédio é todo ondulado, dá uma leve impressão de estar em movimento e parece ter saído da mente de algum personagem do filme “A Origem” (EUA, 2010), com Leonardo DiCaprio.
A GT Tower East foi desenhada pelos arquitetos holandeses Peter Couwenbergh e Edgar Bosman em julho de 2008, é feita de ferro e espelhos e teve seu efeito de movimento criado a partir do deslocamento das áreas de solo de cada andar a um máximo de três metros. Os chãos foram deslocados duas vezes e meia e o conjunto de tudo isso gerou a impressão de que o prédio está se movendo em ondas.






ÓCULOS My3D DA HASBRO COMEÇA A CHEGAR AO MERCADO

Os óculos My3D da Hasbro foram anunciados em novembro de 2010 e começam a chegar ao mercado estadunidense a partir de domingo, 3 de abril. O acessório é destinado a iPods Touch e iPhones e parece um óculos de mergulhador expandido no qual você acopla o portátil da Apple para visualizar o conteúdo em 3D.
O My3D pode ser usado com aplicativos e jogos adaptados ou desenvolvidos especialmente para ele. Inúmeros conteúdos em 3D já estão disponíveis na loja de aplicativos da Apple e, caso você tenha o óculos especial, pode baixar apps como Sharks, Shatterstorm, Tunnel Pilot e Bubble Bolt.
A Hasbro informou estar em busca de acordo com grandes empresas do entretenimento – como Sony, DreamWorks, Fox e Warner – para que conteúdos compatíveis com o aparelho sejam disponibilizados em um futuro próximo. O My3D trabalha perfeitamente com iPhones 3G, 3Gs e 4 e iPods Touch 2G, 3G e 4G. Ele será vendido na loja Target por US$ 35.

AS PEGADINHAS DE 1º DE ABRIL NO MUNDO DA TECNOLOGIA

O primeiro dia do mês de abril é marcado por fatos fictícios, boatos falsos e brincadeiras ilusórias. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as empresas de tecnologia, também, são bem humoradas e não perdem a oportunidade de criar comerciais malucos para ludibriar o público geek no Dia da Mentira. Confira as pegadinhas mais divertidas do mundo tecnológico.

Loja da Apple em casa

Os produtos da Apple são famosos por aglomerar pessoas em seus lançamentos. Pessoas dormem ao relento para serem as primeiras a adquirirem a geração mais recente do iPhone ou iPad. Aproveitando essa deixa, o site ThinkGeek criou uma forma de introduzir as crianças no ambiente “mágico” da Maçã: uma miniatura da Apple Store construída com peças do PLAYMOBIL™.
(Fonte da imagem: ThinkGeek)

A miniatura conta com quatro ambientes: o “cantinho” para crianças, o “bar” para gênios, a sala para demonstração dos aparelhos e o anfiteatro de apresentações, com a presença ilustre de Steve Jobs. São mais de 60 acessórios para a reprodução fiel das lojas da marca.
A fidelidade com o mundo real fica mais notória com a aquisição de “filas” no lado externo do local. O preço para o brinquedo fictício é de US$ 180, mais US$ 50 para a aglomeração de bonecos na porta do estabelecimento. Confira mais imagens da Apple Store Playset na galeria abaixo.







Gadget retrô

A tendência para qualquer gadget é a inovação, tanto no hardware como no visual. Entretanto, sempre existem aqueles usuários que preferem uma aparência mais retrô. Pensando nesse público, a empresa inglesa Spinning Hat trabalhou durante 16 meses para criar a Typescreen.
A bugiganga nada mais é que um acessório para o iPad que permite ao usuário retornar algumas décadas e “digitar” em uma máquina de escrever. A novidade para o tablet da Apple estaria licenciado pela marca, porém tem sua venda limitada – devido à escassez de matéria-prima. A parafernália pode ser adquirida por 35 libras no site da fabricante.
(Fonte da imagem: Spinning Hat)

De quatro para duas rodas

A Audi construiu sua marca fabricando carros com design elegante, moderno e inovador – além de utilizar motores potentes e tecnologia de ponta para dar aos motoristas a melhor experiência possível ao pilotar um veículo. No Dia da Mentira, a empresa resolveu mudar de estratégia e passou de chassis com quatro rodas para apenas duas.
(Fonte da imagem: Audi)

A bicicleta Duo conta com três linhas que possuem componentes de sua estrutura feitos em madeira. Essas peças não dão apenas um visual mais descolado, mas, também, oferecem maior segurança ao amortecer impactos, sem se tornar um veículo pesado. Outra característica da bicicleta da Audi é a utilização de materiais biodegradáveis, menos agressivos à natureza.

Olhar 3D

A tecnologia 3D está em alta. Salas de cinema, televisores, smartphones, tablets e consoles portáteis aumenta a experiência dos usuários durante seus momentos de entretenimento. A Toshiba anunciou mais um dipositivo espetacular: o Spectacle, o primeiro monóculo tridimensional do mundo.
Utilizando o que há de mais avançado em tecnologia 3D, o gadget japonês possui duas lentes triangulares polarizadas, as quais são fundidas em paralelo e envolvidas em carboneto de tungstênio, dando uma estrutura leve e durável ao dispositivo – pelo menos é isso que está descrito no hotsite do Spectacle.

As peripécias da Google

Sem dúvida, a Google foi a empresa mais bem humorada neste 1° de abril. Vários produtos da gigante de Mountain View ganharam novas aplicações, recursos e configurações um tanto quanto inusitadas.

Mudança de fonte

O mecanismo de busca da marca recebeu uma reformulação na fonte usada para exibição do conteúdo na página de resultados de pesquisa. A tradicional Comic Sans foi substituída pela Helvetica – um modelo de fonte tipográfica sem-serifa desenhada por Max Miedinger e Eduard Hoffmann.
Com a adoção dessa tipografia, o Google ganhou um visual mais despojado, com letras mais extrovertidas e leitura mais agradável. Clique aqui para conferir a nova aparência da ferramenta de pesquisa mais popular do planeta!

Teletransporte da China

Do outro lado do mundo, a Google tenta revolucionar a forma como os internautas interagem com a web. A multinacional anunciou que os navegantes chineses contam com um recurso capaz de transportá-los através do tempo e espaço!
(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Com essa ferramenta em mão você poderia viajar pela história, buscando respostas mais precisas para os seus questionamentos. Todavia, a Google adverte que o viajante não pode carregar câmeras fotográficas, celulares ou tablets com câmeras. Isso porque qualquer retratação da linha temporal poderá causar mudanças inesperadas e problemáticas no presente ou futuro. Acesse a página chinesa do Google clicando aqui.

Anatomia bovina

Quem acompanha os lançamentos da Google deve ter se deparado com o Google Body Browser, um serviço online que exibe toda a estrutura do corpo humano – uma ótima ferramenta para as aulas de biologia. A novidade mais recente da empresa é o Google Cow.
Em vez de navegar pelos sistemas que constituem nosso corpo, neste produto da multinacional o usuário conhece mais de perto as vísceras de uma vaca. Entre os tecidos bovinos exibidos estão os ossos, veias e órgãos internos. Dê uma olhada nas funções do novo serviço da Google abaixo. Clique aqui para acessar a página do Google Cow.

Virais do século passado

A criatividade do pessoal da Google, melhor dizendo, do YouTube foi explorada ao máximo para a criação do vídeo comemorativo aos 100 anos de existência do serviço de hospedagem de vídeos da empresa.
A montagem apresenta os cinco virais que mais fizeram sucesso no ano de 1911, suposta data de criação do YouTube. Obviamente, a gravação não passa de uma brincadeira criada para o Dia da Mentira. Mas que ela rende boas gargalhadas, isso é fato!
Prepare-se para dar boas risadas e clique no botão “play” do vídeo seguinte.

Orkut ao pé do ouvido

Os usuários assíduos do Orkut vão adorar o aparato desenvolvido por Bhagwan Das (engenheiro de software da Google na Índia): o Earkut. O dispositivo deve ampliar consideravelmente a experiência dos “orkuteiros”. Isso porque ele avisa a pessoa quando alguém está visualizando seu perfil na rede social da empresa esquentando lhe a orelha.
O gadget consiste em um brinco auricular com um componente de cerâmica interno, que aquece ao receber sinais do site de relacionamento por meio de redes Wi-Fi. Assim, você fica sabendo que seu perfil está sendo visitado sem estar mexendo em um computador, smartphone ou tablet.

Email movimentado

Com o desenvolvimento de tecnologias que reconhecem movimentos e os transformam em comandos para equipamentos eletrônicos, os mouses e os teclados podem estar com os seus dias contados. Nesse contexto, a Google deixou para anunciar o Gmail Motion nesta sexta-feira – nós não sabemos se isso tem alguma relação com o Dia da Mentira.
Os entusiastas do Kinect podem se beneficiar desse mecanismo. Isso porque a nova ferramenta da empresa usa a webcam do notebook ou PC para captar os movimentos do usuário e codificá-los em comandos para o servidor de email. Além de jogar video game, você poderá manipular emails.

Como você pode observar no vídeo acima, as poses necessárias para responder uma mensagem, mandar um novo email, entre outras ações não são nada ergonômicas. Os usuários terão que desenvolver sua coordenação motora e desenvoltura artística para conseguir se comunicar por meio do Gmail Motion. No mínimo, seria engraçado você acompanhar seus colegas de trabalho encaminhando uma mensagem pelo servidor de emails da Google.

BATIDAS CARDÍACAS PODEM RECARREGAR SEU iPOD

Com o objetivo de que os aparelhos eletrônicos do futuro dispensem o uso de baterias, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia, Estados Unidos, desenvolveram um microchip capaz de transformar batidas cardíacas e movimentos corporais em energia. Assim você recarregaria dispositivos eletrônicos sem precisar de uma tomada.
A nova tecnologia, apresentada na Exposição e Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química, usa telas de cristal líquido (LCD) e diodos, bem como radiotransmissores para armazenar a energia gerada. Para o pesquisador Zhong Lin Wang, líder do projeto, “esta evolução representa um marco para a produção de dispositivos eletrônicos portáteis que podem ser alimentados por movimentos do corpo, sem o uso de baterias ou tomadas elétricas”.
Durante os experimentos, os microchips foram capazes de obter 3 volts, o equivalente a duas pilhas AA (as de tamanho “tradicional” usadas em eletrônicos e controles remotos). Apesar de parecer pouco, essa quantidade de energia é um passo inicial rumo a algo que pode, em um futuro, dispensar o uso de fontes convencionais de energia para os portáteis.

O PREÇO DA INFORMÁTICA:O COMPUTADOR JÁ CUSTOU MAIS QUE UM CARRO

Quando chegamos a algum mercado ou loja especializada em computadores e nos deparamos com valores inferiores aos R$ 2 mil, fica difícil acreditar que cerca de 15 anos antes era impossível comprar uma máquina com configurações aceitáveis por menos do dobro deste valor.
Para sermos mais exatos, os R$ 4 mil de 1996 equivalem a R$ 12.691 de hoje, conforme atualização monetária com base na taxa inflacionária (índice INPC). Ou seja, a redução no valor não foi de apenas 50%, mas de 85%. Mas por que será que os computadores custavam tanto se não possuíam a mesma potência de hoje?

A onda dos valores

A tecnologia trabalha em ciclos muito bem definidos. Aparelhos que custam muito têm seus valores reduzidos gradativamente até que cheguem aos preços mais populares, então surgem novas tecnologias, fazendo com que a curva dos preços volte a subir e o ciclo se repita. Isso pode ser percebido com televisores e suas diferentes tecnologias: CRT, LCD, Plasma, LED e os novos modelos 3D que ainda estão com preços altíssimos.
A tendência é a queda dos valores
Em se tratando de informática, não é diferente. Os componentes de hardware sempre são lançados com valores altos que, com o passar do tempo, são reduzidos. Um dos fatores que mais contribui para a redução nos preços é a evolução tecnológica, pois quando são lançados novos produtos, é necessário reduzir os valores dos mais antigos para que eles não fiquem presos nas fábricas.
Fazendo uma análise bastante rústica, pode-se pensar da seguinte forma: o que aconteceria com os novos eletrônicos, se os antigos não tivessem seus preços reduzidos? Seria necessário vender cada geração com preços mais elevados, resultando em valores astronômicos para peças simples dos computadores.
Para entender melhor como funciona o esquema de ciclo de vida dos computadores e outros eletrônicos, confira este artigo completo que o Baixaki preparou no final de 2010.

Os primeiros computadores pessoais

Até o começo da década de 1970, os computadores eram limitados aos bancos e outras empresas que podiam gastar milhões de dólares para acelerar o processo de cálculo de algumas tarefas. Estas máquinas eram conhecidas como mainframes e não faziam muito mais do que calculadoras poderiam fazer (logicamente, com um fluxo muito mais elevado).
Mainframe IBM 704
A história continuou sendo escrita da mesma forma até meados de 1971, quando o computador Kenbak-1 foi lançado. Segundo o Computer History Museum, apenas 40 exemplares do computador foram produzidos pela Kenbak Corporation.
Os computadores Kenbak-1 possuíam 256 bytes de memória RAM, não apresentando processador. No lugar dele, a máquina trabalhava com ciclos de instrução de máquina de um microssegundo, o que seria equivalente a um processador de 1 MHz. Ele chegou às lojas por 750 dólares, valor que hoje seria equivalente a 4.098 dólares americanos.

Apple e a popularização dos computadores

Ainda na década de 1970, Steve Jobs e Steve Wozniak fundaram a Apple e lançaram o Apple I, que em 76 seria responsável pela entrada da empresa no mercado de tecnologia mundial. O computador chegou às lojas custando 666 dólares (equivalente a 2.590 dólares atuais), o que gerou muitos comentários negativos por parte de religiosos norte-americanos.
Para resolver este impasse, Steve Jobs deu declarações de que aumentaria o preço dos computadores para 777 dólares, assim as acusações cessariam. O Apple I foi o primeiro aparelho a ser lançado completamente montado, sendo que só era necessário acrescentar um teclado e um monitor para que ele pudesse ser utilizado.
Conheça o Apple II
Fonte da imagem: Bilby
No ano seguinte surgiu o Apple II, já com processador com clock de 1 MHz e 4 KB de memória RAM. O sucesso de vendas impulsionou outras empresas a criarem computadores pessoais, o que foi de extrema importância para a popularização desses aparelhos. Foi nessa época que as máquinas passaram a desempenhar funções mais complexas, como a geração de gráficos coloridos.
Desde o lançamento do primeiro Apple até a última geração dos iMacs, 35 anos se passaram e muito da computação evoluiu. De volta às análises financeiras: a máquina com processador de 1 MHz custava 666 dólares sem monitor, hoje um iMac com monitor integrado pode ser encontrado por cerca de 1.199 dólares.
Corrigindo os valores com base na inflação norte-americana, os 666 dólares se transformam em 2.590 dólares. Ou seja, um computador atual, com processador de 3 GHz e 4 GB de memória custa menos da metade do que custaria um Apple I.
Novos iMacs com configurações arrasadoras
Fonte da imagem: divulgação/Apple
Para que fosse possível se obter a potência de processamento de um computador iMac, seria necessário somar o poder de 3 mil computadores trabalhando simultaneamente para uma única tarefa. Logicamente isso não seria viável, mas vale lembrar que estamos utilizando estes números em caráter ilustrativo.

1 MB de RAM já custou o mesmo que um notebook

Há 25 anos, possuir 1 MB de memória RAM instalado no computador era mais do que suficiente para qualquer um. Mas não era qualquer usuário que poderia comprar “tanta” memória, visto que cada pente de 512 KB não saía por menos de 400 dólares. Um megabyte chegou a custar 859 dólares em 1985 (valor corrigido: 1.766 dólares).
Hoje, 1 MB de memória custa 1 centavo de dólar e não serve para quase nada. Um pente de memória de 1 GB pode ser encontrado por cerca de 13 dólares. Portanto, montar um computador com 4 GB de memória (média para computadores pessoais) custa menos de 100 dólares, cerca de 10% do que seria gasto com 1 MB há 25 anos.
O que você faria com 1 MB?
Como acontece com qualquer produto, o ciclo de vida das memórias RAM é encerrado com o lançamento de memórias mais potentes. Hoje, os pentes que custam mais são os de memória Flash, que devem ter os preços reduzidos de acordo com o tempo. É provável que em 20 anos, outros tipos de memória sejam lançados e os atuais padrões fiquem na história, assim como aconteceu com pentes DIMM.

Processadores já trabalharam com megahertz

Quando os processadores Intel80386 (os populares 386) chegaram ao mercado em 1985, eles possuíam 275 mil transistores ocupando cerca de 1,5 micrômetros. Custando 299 dólares (valor corrigido: 614 dólares), continuaram a ser vendidos até 1994, ano em que a nova arquitetura Pentium chegou aos computadores pessoais.
Hoje, o processador Intel Core i3 (versão mais modesta da nova família de processadores da Intel) oferece aos seus usuários 382 milhões de transistores em uma arquitetura de apenas 32 nanômetros. Enquanto o 386 oferecia clocks de 10 a 40 MHz, os atuais i3 podem chegar a 3 GHz, até 250 vezes mais rápidos.
Intel 386 já foi poderoso
Fonte da imagem: CPU Grave Yard
Podendo ser encontrados por valores que permeiam os 315 dólares, seria possível dizer que os processadores tiveram todo esse aumento de potência sendo acrescidos apenas 15 dólares em seu preço. Isso já seria bom, mas se levarmos em conta os valores corrigidos do dólar, podemos afirmar que o valor do processador foi reduzido em 300 dólares.

Armazenar é preciso

HDs possuem em média, 500 GB
Não adianta ter computadores se não existir um disco rígido para armazenar os dados. Nas máquinas atuais não é possível imaginar menos de 300 GB, sendo que a média dos HDs é de 500 GB. Imaginando que um disco com essa capacidade custa cerca de 35 dólares, cada gigabyte sai por volta de 7 centavos de dólar.
Em 1980, o valor pelo mesmo gigabyte era de 193 mil dólares. Considerando o disco rígido da Morrow Designs de 26 MB, que custava cerca de 5 mil dólares, seriam necessários 38 deles para que 1 GB de arquivos pudesse ser armazenado por completo.
Já imaginou o quanto você gastaria para que fosse possível instalar todos os seus programas favoritos ou baixar todas as músicas que possui no seu HD atual? O valor fica ainda mais absurdo se atualizarmos os valores de 1980 para a cotação atual do dólar: neste caso, 1 GB de HD custaria 518 mil dólares.

Um carro ou um computador?

Há alguns anos esta pergunta era feita para pessoas que tinham algum dinheiro guardado, pois dificilmente elas poderiam comprar os dois ao mesmo tempo. Exatamente, cerca de 40 anos atrás não existiam computadores populares e todos eles custavam mais do qualquer um imagina pagar em máquinas tão simples.
Em 1970, um carro popular podia ser comprado por cerca de 3 mil dólares (17 mil dólares atuais). Com a mesma quantia, seria possível comprar um computador e meio, com as configurações mais básicas da época. Atualmente, computadores com configurações consideradas aceitáveis custam menos de 1 mil dólares, enquanto carros populares custam os mesmos 17 mil.
Carros ou computadores?
Comparando em números mais brutos, pode-se dizer que, enquanto 40 anos atrás era possível trocar um carro por um computador e meio (ou um computador mais potente), hoje com o preço de um carro popular é possível adquirir 15 computadores capazes de rodar os principais aplicativos do mercado.
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Você já havia imaginado que os computadores podiam chegar a custar tanto quanto um carro? Deixe um comentário para contar ao Baixaki se você pagaria por um computador com os preços que eram cobrados na década de 1980.