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sábado, 14 de janeiro de 2012

Por que laptops 3D sem óculos são uma porcaria - pelo menos por enquanto

Tecnologia utilizada transforma telas em "tazos" gigantes e decepciona. Modelo da LG é apresentado na CES 2012.
(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)
Você se lembra daqueles disquinhos que vinham nos pacotes de salgadinhos, os tazos? Alguns deles tinham uma leve intenção de serem 3D. Isto é, à medida que você virava o disco, a imagem "mudava". 

É com um efeito semelhante, chamado de barreira paralaxe (ou parallax), que o 3D sem óculos é feito hoje. Já presente em alguns gadgets, como o famoso Nintendo 3DS, essa tecnologia quer invadir os laptops, como pudemos ver durante a CES 2012, no estande da LG.

Barreira Paralaxe, a real solução?


O laptop A540 testado tem uma tela de 15.6" Full HD, funciona com um processador Intel Core i7 e deixa seu processamento gráfico nas mãos de uma NVIDIA GeForce GT555M.

Avaliamos a qualidade do 3D sem óculos da LG a partir de um vídeo de aproximadamente 4 minutos que nos foi mostrado.

A qualidade das cores, por exemplo, é inquestionável. No entanto, o 3D, foco do nosso teste, deixou bastante a desejar. O efeito é bastante "fake" e não há naturalidade nas passagens de cena. Em alguns momentos, objetos tiveram a intenção de "saltar" na tela, mas o resultado não foi muito bom.

Além disso, a textura da tela, devido à barreira paralaxe, é esquisitíssima e atrapalha bastante na navegação. No caso do 3DS, isso é praticamente imperceptível, porém, devido ao tamanho da tela do laptop, a textura incomoda muito.

Há profundidade de imagem e essa intenção de elementos saírem da tela. No entanto, as cenas não são naturais e o 3D incomoda os olhos. Ao fim do vídeo, nossos olhos já estavam cansados, o que acontece também quando assistimos a filmes no 3D com óculos ativos.

Sem óculos vs. Com óculos


Para comparar a qualidade do 3D com e sem óculos, aproveiteamos uma TV 3D da LG com óculos que estava rodando o mesmo vídeo apresentado no laptop. A diferença é gigantesca.

As cenas eram muito mais naturais, sem perder a noção de profundidade. O objeto que vinha para fora da tela, um peixe pulando dágua, no caso deste vídeo, era realmente destacado e perceptível. Tudo muito diferente do que foi visto no laptop com 3D sem óculos.

Oferecer laptops com 3D à base de barreira paralaxe é uma boa iniciativa da indústria, já que os óculos, por mais leves que sejam, são extremamente chatos de se usar. Contudo, essa tecnologia ainda está engatinhando e ainda há muito para melhorar. Portanto, não espere jogar um fps em 3D sem precisar de óculos pelo menos nos próximos meses.


Os números da Maçã


Windows 8 Beta confirmado para Fevereiro

Versão de testes do sistema operacional da Microsoft foi confirmada pela Microsoft para o final do mês que vem.


Na semana passada, o Tecmundo fez algumas previsões de como seria a CES 2012. Entre os destaques estava a Microsoft, que poderia divulgar a data de lançamento oficial da versão de testes do seu novo sistema operacional, o Windows 8. E isso realmente aconteceu, pois a desenvolvedora anunciou que até o final de fevereiro o Windows 8 Beta estará disponível.

Depois de passar por um período de testes dos usuários, o Windows 8 provavelmente ainda vai passar pela versão Release Candidate antes de chegar às lojas. Também foi anunciado que a Windows Store será disponibilizada junto com o Windows 8 Beta. Se a Microsoft seguir os mesmos padrões utilizados para o Windows 7 (com quase 10 meses entre Beta e versão final), o Windows 8 só deve chegar às prateleiras no final deste ano.

Kinect chega oficialmente aos computadores em fevereiro

Windows Kinect deve custar US$ 250 e só poderá ser utilizado no PC.

Microsoft revelou durante sua passagem pela CES 2012 que o kit oficial do Kinect para o Windows chega às lojas no dia 1º de fevereiro e deve custar em torno de US$ 250 — pouco mais de R$ 450. A empresa também confirmou que a Boeing, Mattel e Toyota, entre outras, já trabalham em softwares com suporte para o Windows Kinect.

O anúncio oficial também trouxe a confirmação de que os acessórios para PC e Xbox 360 são diferentes e não são intercambiáveis. Larry Hryb, o Major Nelson da Xbox LIVE, explicou que o Windows Kinect terá suporte apenas para computadores, porém, foi sugerido que o sensor do Xbox 360 poderá ser utilizado tanto no console como no PC.

Lenovo anuncia ultrabook com Windows 8 que dobra e se torna um Tablet

Modelo se chama Yoga e deve ser lançado no segundo semestre deste ano.

A Lenovo anunciou ontem durante a CES, nos Estados Unidos, o Yoga, o mais novo ultrabook da empresa. Qualquer semelhança com a arte milenar indiana não é mera coincidência: o aparelho dobra sua tela em 180° ou 360° para se tornar um tablet.

O fino ultrabook conta com uma dobradiça de dois pontos que permite esse movimento. Você pode dobrar a tela de duas formas: “tenda” ou “cavalete”. A primeira transforma o ultrabook em um tablet normal (obviamente mais grosso por causa do teclado); e a segunda deixa o tablet apoiado pela base do ultrabook.

O Yoga é um dispositivo que conta com Windows 8. Quando você dobra o aparelho para se transformar em um tablet, ele altera a interface desktop para a Metro automaticamente Há botões de volume que são fáceis de acessar em qualquer forma usada no modo tablet.

Confira as especificações do aparelho:

  • Tela touchscreen de 13,1 polegadas

  • Processador Intel (não informado o qual)

  • Suporte para até 8 GB de memória RAM

  • Até 256 GB de memória SSD

Segundo as informações da Wired, a Lenovo quer disponibilizar o Yoga no segundo semestre deste ano.

Como funciona a Fibra Ótica


Windows 8 chega em outubro

Novo sistema operacional da Microsoft deve chegar às lojas no segundo semestre deste ano.

Windows 8 pode chegar às lojas no mês de outubro. A informação ainda não foi confirmada pela Microsoft, mas um comentário de uma das diretoras de Relações Públicas durante a CES 2012 serviu para alimentar os rumores de que essa é a provável data de lançamento.

“Uma das linhas que norteiam o nosso trabalho é que a cada três anos uma nova versão do Windows está disponível. No mês de outubro, o lançamento do Windows 7 completa 3 anos, então acho que esse é um bom parâmetro para levarmos em consideração”, destacou Janelle Poole.

A versão Developer Preview do Windows 8 foi liberada no final do ano passado e o Tecmundo fez uma avaliação completa do mais novo sistema operacional da Microsoft. Se você quiser testar o SO, vale a pena conferir as nossas primeiras impressões e baixá-lo.


Confirmado: Windows 8 bloqueará uso de Linux em máquinas com arquitetura ARM

Suspeitas são confirmadas e apenas quem usar computadores com outros tipos de processadores poderá trocar de sistema operacional.
Há alguns meses, começaram a circular na internet boatos de que a Microsoft bloquearia a instalação de outros sistemas operacionais (SO) em computadores originalmente vendidos com o Windows 8 instalado. 

O bloqueio funcionaria por meio de uma certificação exclusiva durante a inicialização do sistema, que usaria uma medida de segurança chamada de “UEFI secure boot”. Isso significa que para instalar um novo SO, o dono do computador precisaria ter uma chave para desativar essa função. Conforme a notícia do Software Freedom Law Center, esse bloqueio foi confirmado para máquinas que usarem arquitetura ARM.

A base para a afirmação é o Certificado de Requerimentos de Hardware do Windows. 

Conforme o documento, a inicialização do Windows 8 conta com uma opção customizada, em que você pode instalar o sistema que desejar, porém, essa regra não se aplica aos dispositivos ARM. Nem isso, nem mesmo a possibilidade de desabilitar a função “UEFI secure boot” estará disponível para esse tipo de equipamento.

Por fim, o pessoal do Software Freedom acusa a Microsoft de cinismo, pois a confirmação da trava contraria o que foi dito em um blog oficial da empresa, na postagem em que Steve Sinofsky negava as acusações de que a fabricante cercearia a liberdade de escolha de seus clientes.

Microsoft está fora da CES 2013 e seu espaço é vendido em 45 minutos



Como nós já havíamos informado no final de dezembro, a Microsoft decidiu abandonar a Consumer Electronics Show (CES) e criar um evento próprio para divulgar seus produtos. Dessa forma, seu espaço dentro da feira ficou vago. E ele foi vendido em menos de 45 minutos.

As vendas dos estandes para a próxima edição da CES começaram dia 12 e vão até dia 13, quando a feira se encerra. As empresas Dish Network e Hisense (uma grande fabricante chinesa de eletrônicos) vão dividir em 2013 o espaço ocupado pela Microsoft.

De acordo com informações, ambas teriam pago o mesmo valor que a Microsoft pagaria, caso continuasse na feira no ano que vem. Ainda não foi divulgado pela organização da CES quem fará o discurso de abertura do evento em 2013, papel que era ocupado pela Microsoft.

TECNOLOGIA O LED:COMO ELA VAI REVOLUCIONAR AS TELAS

Telas mais finas e com qualidade surpreendente, quem não quer? Pois é exatamente isso que as novas telas OLED estão oferecendo para as fabricantes que aderem a elas. Criadas com LED (diodo emissor de luz) orgânico (por isso OLED), elas prometem revolucionar não apenas as telas de televisores, mas todo o mercado de eletrônicos.

Versátil como poucos, este material já vem sendo empregado em aparelhos de televisão, leitores digitais e consoles portáteis, sendo que nos próximos anos, outros tipos de dispositivos também devem passar a empregar o OLED.  Pois além das vantagens na qualidade de imagem, a espessura das telas é um grande apelo comercial.

Por que orgânico?


Talvez o conceito de “orgânico” seja um pouco confuso. Tente lembrar-se de suas aulas de química do Ensino Médio: “em linhas gerais orgânico é tudo aquilo que possui carbono em sua composição”. Pois é exatamente isto que é o OLED: LEDs compostos por camadas de compostos carbônicos. E por que usá-los? Porque eles emitem luz própria.

Quando estimulado eletricamente, os diodos emitem luz em milhões de cores e com potência suficiente para dispensar a utilização de backlights. Essa ausência é o que permite que a espessura das telas OLED seja tão reduzida. Em suma, sem luz de fundo, camadas do aparelho são deixadas de lado.

Quem está financiando?


Hoje há várias empresas que utilizam o OLED em seus aparelhos, mas até alguns anos atrás a história era bastante diferente. Em 2004, as duas empresas que mais investiam nesta tecnologia eram Samsung e Sony, tanto que elas foram as primeiras a lançarem protótipos de televisores OLED, como a Sony XEL-1.

Tudo começou a mudar quando a tecnologia foi conhecida pelos portáteis. Há uma enorme quantidade de celulares e MP4 players que utilizam OLEDs em suas telas. Em 3 ou 4 polegadas, o consumo de energia torna-se baixíssimo e garante maior durabilidade para as baterias, o que agrada bastante aos consumidores. Talvez você não esteja lembrado de muitos aparelhos OLED, mas isso é porque ele aparece com seus dois “sobrenomes” nas especificações.


AMOLED e PMOLED: diferenças de matriz


A matriz que é tão comentada pela imprensa especializada em tecnologia, não é nada mais do que uma película TFT (Thin-Film Transistor). Duas camadas deste material compõem a matriz, que será considerada ativa ou passiva, de acordo com a técnica de ativação dos pixels.

AMOLED: matriz ativa


Nas telas de matriz ativa OLED, cada pixel é ativado individual e diretamente. Ou seja, as informações são transmitidas de forma dinâmica na tela, pois os circuitos eletrônicos são ativados sem interferência de outros componentes. Em resumo: os circuitos ativam os LEDs eletricamente para que emitam luz diretamente nos pixels necessários.

PMOLED: matriz passiva


Enquanto telas AMOLED ativam pixels diretamente, os circuitos eletrônicos das telas de matriz passiva realizam um processo diferente. Os pixels não são ativados diretamente, mas sim por intersecções entre comandos emitidos por linhas e colunas de energia. No encontro dos sinais, os pixels emitem luz e constroem as imagens na tela.

Qual é melhor?

Em dispositivos pequenos não há grandes diferenças na qualidade de imagens e tempo de resposta das tecnologias, mas quanto maior a tela, mais é possível perceber a superioridade das telas de matriz ativa. AMOLED consome menos energia, pois demanda menos processos na construção de cada imagem.

Além disso, a qualidade de imagens obtida é superior. Por criar a iluminação de cada pixel individualmente, o tempo de resposta é mais reduzido do que o oferecido pelo sistema de matriz passiva. Por outro lado, o custo de produção dos AMOLEDs é maior, o que gera maiores gastos para os consumidores.

OLED: as grandes vantagens


Novas tecnologias geralmente encontram barreiras por parte dos consumidores, porque estando acostumados com determinado tipo de material, fica difícil aceitar mudanças drásticas, ainda mais quando não se conhecem as vantagens e desvantagens deste ou daquele produto.

Uma tela ou uma folha?


É natural que o OLED enfrente este mesmo tipo de dificuldade, mas muitos já estão conhecendo as vantagens trazidas pelos diodos orgânicos emissores de luz. A principal delas, como já dissemos, é também o maior apelo comercial que uma tela poderia ter: muitas polegadas de imagem com poucos centímetros de espessura.




Por não requerer mecanismos de luzes de fundo, o OLED pode ser muito mais fino do que qualquer outra tecnologia já criada. Dessa forma, painéis de iluminação são deixados de lado e o resultado é verificado em telas mais finas com consumo de energia reduzido.

Preto total: contraste de verdade


Ao contrário do que ocorre com televisores de LCD, as telas de OLED trabalham com pixels individuais, o que garante muito mais qualidade no contraste. Por quê? É simples: enquanto telas comuns precisam do backlight para que as imagens possam ser vistas, aparelhos OLED não demandam do mesmo.

Isso significa que em TVs de LCD, há sempre luminosidade sendo emitida em toda a tela. Por isso o que é preto, na verdade está mostrado em tons muito escuros de cinza. Já com aparelhos OLED, os pixels se apagam totalmente e por não existir luz de fundo, o que é preto fica realmente preto.

Ângulos de visão


Um dos problemas da nova geração de televisores (LCD, Plasma e similares) é o reduzido ângulo de visão oferecido. Em muitos aparelhos é realmente complicado enxergar se o espectador não está localizado à frente da fonte. Melhorando a cada dia, esta dificuldade parece estar quase esgotada com a chegada dos OLEDs.



Calcula-se que a percepção seja satisfatória numa angulação de 170 graus, o que representa avanços significativos. Dessa forma, até mesmo quem está quase paralelo ao televisor, por exemplo, pode visualizar as imagens geradas sem problemas.

Flexibilidade garantida


Já imaginou como seria maravilhoso se uma tela pudesse ser torcida e não quebrasse? O OLED já permite isso, porque pode ser composto com lâminas plásticas ou metálicas que garantem a flexibilidade dos materiais. Este tipo de material já pode ser visto em alguns protótipos de telas para leitores digitais, como é o caso da utilizada pelo Skiff Reader, da Hearst Corp.

Há quem diga que no futuro será possível comprar roupas inteligentes, ou seja, roupas que mudam suas estampas de acordo com a vontade do usuário. Isso porque são telas OLED flexíveis costuradas em tecido. Não se sabe ao certo se isso possuiria aplicação comercial, mas a flexibilidade para e-reader é uma vantagem que chama bastante atenção.



Desvantagens: o outro lado da balança

Não se pode dizer que o OLED é perfeito, até porque ainda é uma tecnologia em desenvolvimento e tem muito em que melhorar. Confira quais são os pontos mais criticados em relação ao OLED e saiba em que precisa ficar atento quando os próximos aparelhos com a tecnologia chegarem ao mercado.

Cores: cadê meu azul?

Apesar de as cores do OLED oferecem maior profundidade do que outras telas, os aparelhos OLED apresentam uma falha ainda sem explicações concretas. Os diodos azuis perdem a eficiência muito rapidamente, o que gera problemas após algum tempo de utilização.
Com tempo de uso relativamente curto, é possível notar reduções significativas no balanço de cores. Mas é preciso dizer que os departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento das fabricantes lutam diariamente contra isso e já fazem progressos animadores, o que dá dicas de que em um futuro próximo a história será bem diferente.


Economia de energia? Nem sempre!


Mesmo que, em geral, o OLED seja mais econômico do que outros materiais, há momentos em que a história é invertida e ele se mostra pouco eficiente. Quando há predominância da cor branca na tela, todos os diodos são ativados com potência total, o que gera um consumo de energia até 300% maior do que o normal.

Isolamento insatisfatório


É verdade que ninguém vai jogar um copo d’água sobre os televisores para saber se eles são resistentes ou não, mas telas OLED sofrem muito com a umidade. O isolamento utilizado ainda não é adequado para garantir o tempo de vida útil esperado pelos consumidores, o que significa dores de cabeça constantes para quem vive em cidades úmidas.


Os principais leitores digitais do mercado utilizam a tecnologia e-ink para gerar os conteúdos na tela. Simulando papel e tinta de verdade, com perfeição, esse material é muito confortável aos olhos e quase não reflete a luz externa, já que utiliza essa mesma luz para permitir que os usuários leiam seus textos (e-ink não emite luz).