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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fantasia de Mola Maluca custa US$ 1 milhão (mas é fantástica mesmo assim)



Você se lembra da Mola Maluca, o brinquedo em forma de mola que foi muito popular em meados da década de 80? Apesar de não trazer nada tecnológico, ela fez sucesso entre as meninas da época por conta de seu visual supercolorido e por criar efeitos interessantes de movimento. Pois agora você já pode ir a uma festa à fantasia vestido como uma.

Um usuário do eBay, um dos sites de comércio eletrônico mais populares do mundo, colocou o produto à venda. Porém, não se trata apenas uma roupa cheia de cores, mas de algo que vai resgatar a infância de muita gente.

(Fonte da imagem: Divulgação)

Ficou interessado? Então saiba que será preciso investir uma pequena fortuna para conseguir essa “preciosidade”. Para elevar sua malemolência a um novo nível, é preciso desembolsar nada menos do que US$ 1 milhão — cerca de R$ 1,8 milhão no câmbio atual.

Sim, é caro, mas pode valer a pena caso você tenha muito dinheiro para gastar. Primeiro porque, segundo o vendedor, 10% desse valor será destinado à American Cancer Society. 

Além disso, a fantasia de Mola Maluca faz uma espécie de mágica, deixando todo e qualquer gingado fenomenal.

Evolução dos HDs: Hitachi lança disco rígido ultrafino

(Fonte da imagem: Tecmundo/Divulgação/Hitachi)

(Fonte da imagem: Divulgação/Hitachi)

Os notebooks estão ficando cada vez mais finos e isso está fazendo com que os HDs percam espaço para os SSDs. Mas a Hitachi quer mudar um pouco essa história e está anunciando os novos Travelstar Z7K500, que utilizam a mesma tecnologia dos discos rígidos comuns, mas ocupando bem menos espaço físico nos computadores.

Com os HDs, a Hitachi pretende recuperar uma fatia do mercado que está quase perdida. Em nota oficial, a empresa anunciou que os discos rígidos podem ser instalados em qualquer ultrabook, oferecendo muito mais economia para os consumidores  (visto que com 500GB, um HD torna-se muito mais barato que um SSD).


Hitachi Travelstar Z7K500


  • Capacidade de armazenamento: 500 GB;
  • Rotações por minuto: 7200;
  • Tecnologia de transmissão de dados: SATA
  • Taxa de transmissão: 6Gbps
  • Cache: 32 MB;
  • Tamanho: 2,5 polegadas;
  • Espessura: 7 mm.

NASA descobre buraco negro com ventos de 32 bilhões de km/h


(Fonte da imagem: Tecmundo/Reprodução/NASA)

(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Cerca de 28 mil anos-luz da Terra, encontra-se um dos buracos negros mais assustadores que os astrônomos da NASA já descobriram. Ele está no sistema binário IGR J17091 e gera ventos com velocidades de até 32.000.000 km/h. Isso significa que são quase 10 vezes mais rápidos do que  os ventos de qualquer outro buraco negro já encontrado, alcançando 3% da velocidade da luz.

Um fato curioso: ao contrário do que se acredita sobre buracos negros, o do sistema IGR J17091 expele muito mais matéria do que absorve. Os cientistas acreditam que campos magnéticos nos discos do buraco negro sejam os responsáveis pela produção dos ventos. Sem dúvidas, ainda há muito o que ser descoberto sobre o buraco negro, que foi observado pelo Chandra X-ray Observatory da NASA.

Elevador espacial é real e fica pronto até 2050


(Fonte: Tecmundo/Daily Yomiuri Online)

Que tal visitar o espaço a bordo de um elevador? Pois se isso parece somente um sonho tirado das histórias de ficção, saiba que tem gente tratando o assunto com mais seriedade do que você imagina.

Isso porque os japoneses da Obayashi Corp anunciaram que pretendem construir tal elevador e tirar o projeto do papel. E os planos da empresa são bastante ambiciosos, pois eles pretendem tê-lo em funcionamento já em 2050, um prazo curto, principalmente se pararmos para pensar na grandeza do empreendimento.
Esboço do projeto deste elevador espacial (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Yomiuri Online)


O elevador teria a capacidade de levar 30 passageiros em cada viagem até uma espécie de estação localizada a cerca de 36 mil quilômetros da Terra, distância que corresponde à um quarto da viagem daqui até a lua. Os carros viajariam até lá em uma velocidade média de 200 quilômetros por hora, o que tornaria a viagem um tanto longa: mais de uma semana em um elevador.

A construção da estrutura utilizaria materiais como nanotubos de carbono, que são 20 vezes mais fortes que o aço e seriam a matéria-prima dos cabos responsáveis por conduzir o elevador na comprida jornada.

O custo da empreitada ainda não foi anunciado, mas deve ser tão alto quanto a distância que a companhia pretende alcançar. Mas uma coisa não deixa nenhuma dúvida: se algo como isso se concretizar, não vão faltar pessoas para dar uma voltinha nesse elevador. Você não iria?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Samsung foca em OLED e remodela área de produção de TVs


Samsung apresenta nova linha de TVs na CES 2012 (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Reuters. Por Miyoung Kim e Hyunjoo Jin - A sul-coreana Samsung, a maior fabricante de televisores do mundo, está mudando seu foco relacionado à nova geração de tecnologia de telas OLED, e informou que vai transformar seu negócio de fabricação de telas planas de cristal líquido (LCD) em uma subsidiária.

As perspectivas para TVs de telas de cristal líquido diminuíram quando compradores em mercados desenvolvidos têm trocado suas volumosas TVs de tubo por telas planas, e a competição foi intensificada pelos fabricantes chineses de baixo custo.

Vendas anuais globais de TVs de LCD vão contrair em 8 por cento, para 92 bilhões de dólares, até 2015, segundo previsão da DisplaySearch, empresa de pesquisa da indústria. Ao mesmo tempo, o mercado de telas de OLED pode chegar a 20 bilhões de dólares até 2018, o que corresponde a 16 por cento do total do segmento, acima dos atuais 4 por cento.

A japonesa Sony aceitou sair de sua joint-venture de LCD com a Samsung em dezembro, enquanto a Sharp informou que poderia dividir sua produção de LCD entre janeiro e março em uma planta no oeste do Japão.

A divisão de LCD da Samsung registrou um prejuízo operacional de 750 bilhões de wons (666 milhões de dólares) no ano passado.

Mimosa X: smartphone da ZTE vem com Tegra 2 e Ice Cream Sandwich


 (Fonte da imagem: Divulgação / ZTE)


A ZTE anunciou que lançará mais um aparelho durante o Mobile World Congress 2012, evento que acontece a partir de 27 de fevereiro em Barcelona, na Espanha. O Mimosa X chama atenção devido ao processador NVIDIA Tegra 2 que carrega em seu interior, além de funcionar com a mais recente versão do sistema operacional Android, a Ice Cream Sandwich 4.0.

Com tela de 4,3 polegadas e resolução de 960x540 pixels, o Mimosa X conta com câmera de 5 megapixels. Apesar do hardware robusto, o aparelho é voltado para o mercado de usuários de nível médio, contando com um preço mais baixo que os celulares de topo de linha.

Por enquanto, a ZTE não informou a data de lançamento ou valor do Mimosa X. Todas estas informações devem ser reveladas na MWC 2012, evento que terá cobertura completa pelo Tecmundo.

Rumor: iPhone 5 deve chegar em setembro

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Um dos maiores nomes no segmento de smartphones, o iPhone é sempre notícia. Agora, com menos de um mês para o provável lançamento do iPad 3, rumores começam a apontar para a chegada do iPhone 5 entre os meses de setembro e outubro. As informações são do site Macotakara, que afirma ter fontes confiáveis nas fabricantes da Ásia.

Entre as informações liberadas pelo site japonês, poucas mostram algo realmente novo. O Macotakara disse que a Apple continua com seu projeto de lançar um novo aparelho por ano, mas isso não é exatamente uma novidade para os consumidores. Infelizmente não há dados sobre hardware ou novidades no design do iPhone, por enquanto. 

Geração Apocalipse: por que o Windows 8 pode ser uma bomba


Imagem criada pelo Baixaki que rodou o mundo como sendo a divulgação oficial da Microsoft. (Fonte da imagem: Fábio Jordan/Tecmundo)

Estamos muito próximos de conhecer o Windows 8 Consumer Preview – versão que seria um Beta da mais recente plataforma. Com a disponibilização dessa edição, que deve aparecer na MWC 2012, ficaremos a um passo de conferir aquilo que realmente o Windows 8 tem a oferecer.

Rumores sobre essa nova versão não faltam – você, que acompanha o Tecmundo, deve ter percebido isso com as inúmeras notícias que publicamos. Mas será que o novo sistema operacional da empresa de Redmond vai atender às nossas expectativas? Ou ele não passará de mais uma “bomba” da Microsoft?

Os recursos inovadores prometidos formam uma longa lista. Contudo, tantas novidades podem pesar tanto para o lado positivo como para o negativo. Mudar demais, às vezes, pode causar estranheza e assustar as pessoas. Além disso, existe uma “lenda virtual” de que os SOs da Microsoft alternam entre edições boas e ruins.

Por esses e outros motivos, os quais nós resolvemos debater neste artigo de maneira mais bem-humorada, muitos entusiastas de tecnologia, defensores dos pinguins e comedores de maçã dão como certo o fracasso do Windows 8.

Um bom, outro ruim


Se você é um usuário de computador mais experiente e usa o Windows há muitos anos, já deve ter ouvido falar em uma velha história de que as versões dessa plataforma intercalam sistemas bons e ruins. Assim, se a edição passada obteve sucesso e conquistou o público, a próxima é garantia de decepção.

 (Fonte da imagem: Geeky Gadgets)

Embora isso seja encarado por muitos apenas como uma lenda, o histórico de lançamentos do SO está aí para reforçar esse “mito”. O Windows 98 surgiu como um sistema realmente inovador para a época e dominou o mercado. O Windows 2000 veio em seguida, mas não agradou tanto como seu antecessor.

Essa variação de qualidade fica mais evidente nas edições mais recentes. O próprio site da Microsoft, antes do anúncio da descontinuação do Windows XP, promovia páginas que incentivavam as pessoas a trocarem o XP pelo Windows 7 – jogando o Vista para escanteio sem qualquer remorso.

Se essa sina continuar, podemos esperar um fracasso do Windows 8, já que a versão anterior tem alcançado números expressivos de usuários e ótimas críticas. Tendo como base tal fato, supersticiosos, videntes e palpiteiros de plantão têm certeza que a nova plataforma irá entrar pelo cano.

Novidades demais?


Pelo o que temos acompanhado na mídia, entre rumores e informativos oficiais, a lista de novidades do Windows 8 é grande – são no mínimo 17 recursos novos ou reformulados relevantes. Entre eles, os que mais ganharam destaque foram a interface Metro, o Painel de Controle, o Gerenciador de Tarefas, a aparência do Windows Explorer e a Windows Store.

A diferença nas interfaces do Windows 7 e Windows 8. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Sem dúvida, a parte que mais chama atenção nisso tudo é a renovação das interfaces do próprio sistema e do seu gerenciador de arquivos. Embora tenha resquícios do visual do Windows 7 em um de seus modos de uso, a mudança na aparência da nova seção da plataforma é drástica.

Por exemplo, o relato de que o botão Iniciar deixará de existir espantou muita gente. E não é por menos: com tantas alterações na sua interface, é bem possível que você se sinta mais perdido que cego em tiroteio ao ligar o Windows 8 pela primeira vez.

Outra notícia que gerou uma indignação generalizada foi a possibilidade da mais recente edição do SO não oferecer suporte para a personalização da Área de trabalho. Se isso se confirmar, você pode pegar todo o seu acervo de wallpapers, temas e protetores de tela e pressionar a tecla “Delete”.

O Internet Explorer 10 é outro recurso que causou estranheza para muitas pessoas. A forma de navegar com ele pode ser incômoda em um primeiro contato – apesar de ter sido desenvolvida para proporcionar uma experiência mais prática e imersiva. Confira aqui o que achamos do novo IE.


Não devemos esquecer que há algo ainda mais obscuro entre as ferramentas do Windows 8: a Microsoft poderá controlar todos os programas do seu PC remotamente. A empresa afirma que o mecanismo visa travar ações maliciosas ou softwares com falhas baixados da Windows Store, mas a hipótese mais aceita entre os populares é que os Illuminati estão infiltrados em Redmond.

Focado em telas sensíveis ao toque


A Microsoft deixou claro há muito tempo que um dos focos de desenvolvimento do Windows 8 são os aparelhos com telas sensíveis ao toque. Se levarmos em consideração que a empresa já possui um SO específico para smartphones, podemos concluir, sem muito esforço, que a ideia é usar a nova plataforma nos tablets – o novo aparelho “queridinho” do mercado.

Essa deliberada intenção da empresa em atingir uma fatia de mercado em ascensão faz com que alguns consultores acreditem que a nova plataforma seja irrelevante para computadores. De acordo com o relatório da IDC, o Windows 8 busca oferecer “o melhor de dois mundos”, sendo adequado tanto para PCs como para dispositivos portáteis.

 (Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Nessa tentativa de agradar a gregos e troianos, a Microsoft transformou o Windows 8 em um bom produto para tablets, mas ruim para computadores. Em meio a toda essa discussão, uma coisa é certa: você pode ir preparando o seu bolso, pois tablets com Windows 8 serão uma facada na sua carteira.

As especulações apontam preços que vão de US$ 599 (R$ 1.140) a US$ 899 (R$ 1.700), o que tornaria esses dispositivos mais caros que o iPad 2 – que custa a partir de US$ 499 (R$ 950) nos Estados Unidos.

Mais sobre o Windows 8


Como você deve ter percebido, este texto abordou as dúvidas e as desconfianças sobre o Windows 8 de uma maneira mais extrovertida. Brincadeiras à parte, não podemos sacramentar a ineficiência de um sistema sem ele ser finalizado. Você pode ter uma prévia do que poderá encontrar na nova edição da plataforma por meio doWindows 8 Developer Preview.

Clique aqui para saber as nossas primeiras impressões sobre essa versão antecipada e aqui para descobrir como é passar uma semana usando apenas ela. Caso você queira ficar mais por dentro das notícias sobre o futuro SO da Microsoft, confira os artigos abaixo:

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Quais são as suas expectativas para o Windows 8? Você acha que a nova versão do sistema operacional corresponderá às nossas necessidades? Essa edição conseguirá quebrar a lenda em torno de plataformas boas e ruins que rondam os produtos da Microsoft? Participe deixando seu comentário.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Vídeo games podem melhorar sua visão

(Fonte: Tecmundo)



Esqueça tudo o que já disseram até hoje sobre a relação entre video games e problemas de visão. Segundo pesquisadores da Universidade McMaster (Canadá), os jogos eletrônicos podem fazer com que as doenças que afetam os olhos sejam amenizadas. Em testes com seis pessoas com catarata, cinco deles tiveram melhorias no reconhecimento de rostos e respostas a objetos após 40 horas de Medal of Honor (no período de um mês).

Conforme publicado pela AFP, os cientistas afirmam que há razões claras para os avanços no tratamento deles. Os video games estimulam muito os jogadores, que acabam liberando adrenalina e dopamina (o que é essencial para a ativação do cérebro e, consequentemente, dos olhos). O próximo passo agora é criar um game inédito, que estimule tanto quanto Medal of Honor, mas que seja menos violento. 

5 descobertas que desafiaram as leis da química


(Fonte: Tecmundo/NewScientist)

(Fonte da imagem: NewScientist)

Um dos aspectos mais interessantes da ciência é o fato de que ela é constituída pela incerteza. Tudo aquilo que é considerado uma lei da natureza só permanece como tal enquanto não houver evidências que provem sua ineficácia.

Interpretar o mundo dessa maneira permite que o meio científico realmente avance e, assim, esclareça vários dos mistérios da existência. Afinal, se considerássemos tudo o que sabemos como certo e infalível, de nada adiantaria fazer perguntas que nos levam a novos mistérios e soluções.

Neste artigo, reunimos exemplos de cinco experiências químicas que, embora parecessem impossíveis em um primeiro momento, podem ocorrer quando as condições ideias são alcançadas. Tais descobertas são só alguns exemplos de que vale a pena duvidar de ideais estabelecidas, mesmo que muitas vezes isso não agrade a opinião geral.

Gases nobres reagem com outros elementos


Uma das poucas lembranças conservadas por quem teve aulas de química no ensino médio, mas nunca se interessou muito pelo assunto, é que os gases nobres são os únicos elementos da tabela periódica que nunca reagem com outros. Isso se deve à teoria clássica das ligações químicas, que explica que reações deixam de acontecer a partir do momento em que a camada exterior dos elétrons de uma substância é preenchida.

(Fonte da imagem: NewScientist)

Essa impossibilidade foi desmentida pelo químico britânico Neil Bartlett, da University of British Columbia, em Vancouver. Em 1961, ele observou que o hexafluoreto de prata (PtF6) era capaz de roubar elétrons do oxigênio, elemento que normalmente provoca a reação contrária — característica que inclusive originou o termo oxidação.

Ao analisar o potencial de ionização (quantidade de energia necessária para mover um elétron) do oxigênio, Batlett percebeu que ele era muito semelhante ao do xenônio, um gás nobre. Como todo bom cientista, ele decidiu misturá-lo ao hexafluoreto de prata: o resultado foi o hexafluoroplatinato de xenônio, XePtF6.

Desde então, diversas reações químicas foram realizadas usando elementos como o criptônio, algumas delas explosivamente instáveis. Situações do tipo mostram que, além de não conhecermos os gases nobres tão bem quanto imaginamos, não é recomendado acreditar em tudo que você ouve na escola.

Existem ligações entre mais de dois elementos


Outra coisa que aprendemos na escola é que o modelo clássico da química só admite reações entre dois elementos, sem que haja espaço para qualquer intruso na história. Essa teoria passou a ser questionada já na década de 1940, por pesquisadores que tentavam explicar certas reações ocorridas em moléculas orgânicas que envolviam a troca de cargas negativas entre grupos pendentes.

Caso uma dessas cargas se perdesse, o fato resultaria na criação de algo conhecido como “carbocátion”, um íon contendo um átomo de carbono com carga positiva. As leis estabelecidas até então diziam que os demais grupos pendentes deveriam se ligar à nova molécula, processo que nem sempre acontecia.


Para explicar a situação, alguns cientistas formularam a tese de que a carga positiva estava formando uma matriz triangular com três átomos de carbono. Essa estrutura não só possibilitava que os grupos pendentes se ligassem a vários locais diferentes, como também permitia que um dos átomos de carbono fizesse cinco ligações, em vez das quatro tradicionais.

Essa tese só pôde ser provada décadas depois, pelo cientista húngaro George Olah, que utilizou espectroscopia nuclear magnética para isolar um carbocátion — feito até então considerado impossível, devido à sua instabilidade. O trabalho não só provou que existem ligações entre três elementos, como rendeu ao pesquisador o prêmio Nobel de química em 1994.

Reações espontâneas podem acontecer em dois sentidos


A Segunda Lei da Termodinâmica afirma que toda espécie de mudança ocorrida no universo é acompanhada pelo aumento da entropia — ou seja, a desordem da existência aumenta constantemente. Assim, todas as reações químicas só trabalhariam em um único sentido, sem a possibilidade de uma volta a seu estado original.

(Fonte da imagem: NewScientist)

A descoberta do cientista russo Boris Belousov mostrou que isso não era necessariamente verdade. Usando um coquetel de elementos químicos semelhantes à glicose, ele criou uma mistura que alternava entre o amarelo e o incolor de maneira constante — sinal de que a reação estava acontecendo em ambos os sentidos.

Tais oscilações são explicadas pelos compostos intermediários gerados durante o processo, capazes de acelerar suas próprias produções. Combinados a outras misturas capazes de gerar um ciclo que restaurava os componentes usados a seus estados originais, esses agentes explicam os motivos pelos quais o processo acontecia nos dois sentidos.

Eventualmente, os elementos químicos se estabilizavam conforme os compostos intermediários eram consumidos, provando que a situação só ocorre durante reações instáveis. Os fãs da Segunda Lei da Termodinâmica não precisam se preocupar — como ela só abrange reações estáveis, a descoberta não foi capaz de desacreditá-la.

Reações químicas podem acontecer em ambientes frios


A maioria das reações químicas depende de um processo que forma moléculas intermediárias com grande energia que se rearranjam em produtos com menor vigor energético. Para que isso ocorra, geralmente é preciso existir alguma espécie de aquecimento, o que impediria que houvesse qualquer espécie de combinação de elementos no espaço.

Na década de 1970, o químico soviético Vitali Goldanski contestou essa afirmação, provando que certas moléculas envolvidas em reações de polimerização continuavam reagindo mesmo em ambientes com temperaturas próximas a 4 Kelvin (-269° C). O cientista sugeriu que isso acontecia devido a um processo quântico denominado Efeito Túnel, que consiste em uma partícula atravessando uma região em que a energia potencial é maior do que a sua energia total.

Goldanski afirma que é isso que possibilita a ocorrência de reações químicas no espaço, talvez sendo até mesmo o responsável pela formação de moléculas construtoras da vida em grãos interestelares, a partir de ingredientes como cianeto, amônia e água. Mera curiosidade na época de seu descobrimento, o Efeito Túnel é uma das teorias mais bem estabelecidas da química atual.

Simetrias impossíveis


Quando o químico israelita Dan Shechtman afirmou ter descoberto uma forma quasicristalina de simetria atômica em certos sólidos, ele provocou reações bastante contrárias no meio científico. Um de seus principais opositores foi Linus Pauling, cientista famoso por ter chegado próximo de descobrir a estrutura do DNA (ele havia apostado em um formato de três hélices, em vez das duas realmente existentes).

A reação foi tão negativa que ele se viu impedido de continuar suas pesquisas, passando por sérias dificuldades para divulgar seu trabalho. A recompensa veio em 2011, ano em que o pesquisador recebeu um prêmio Nobel por seu trabalho.

(Fonte da imagem: NewScientist)

A descoberta ocorreu enquanto Shechtman atirava raios de elétrons em ligas metálicas e conferia os padrões resultantes de suas reflexões, o que permitia a ele conferir a forma como os átomos que constituíam os materiais se agrupavam. Entre os resultados, estava uma forma com simetria semelhante a um pentágono, cujos padrões nunca se repetiam de forma exata.

Várias outras ligas quasicristalinas foram descobertas desde então, tanto em polímeros quanto em pedaços de meteoros. Atualmente, há pesquisas que afirmam que até mesmo a água adquire essa característica quando confinada a fendas com espessura extremamente reduzida.